Conversar com a menina

Nenhuma menina resiste a um homem que gosta de gato ou cachorro. 11– Lugares. Os lugares que você já foi ou gostaria de ir, e os dela também. 12– Sonhos e objetivos. O que ela gostaria de fazer da vida e qual o seus sonhos. 13 – Fale sobre o seu dia / e pergunte sobre o dele Como conversar com a filha sobre a primeira menstruação. Por Carla Bastos Dias, especial para a Gazeta do Povo. 0. ... Para ajudar a menina a passar por esta mudança, a psicóloga enfatiza que o primeiro cuidado dos pais é evitar a exposição desnecessária e promover o acolhimento. As mães, principalmente, têm o costume de comentar com ... Conversar com outra menina ficando com outra Meninas, primeiramente, bom dia! Bom estou muito incomodado com uma situação que aconteceu deste ontem e me sinto um pouco culpado. Bom, tem uma amiga minha do curso que estou fazendo, conheço ela a 1 ano e ficamos muito mais próximos agora e conversando muito nesse período de quarentena ... Pode conversar com o chatbot de Menina Creeper aqui. Pergunte ao Menina Creeper tudo o que quiser. Fale como Menina Creeper online agora mesmo. Émuito interessante e divertido A verdade sobre o casamento da menina norueguesa de 12 anos.. 9 fev. 2018 ... Publicações de uma garota de apenas 12 anos estão levantando ... a legenda de que “denunciaram a novinha de 12 bem solteira”. ... Menina é encontrada morta com marcas de facadas e nua embaixo da cama do vizinho.. 2 out. 2017 ... Temas para conversar com uma garota que devem ser evitados. Alguns assuntos devem ser evitados em uma conversa, pois além de não ajudar a desenvolver o papo, poderá ser tedioso ou causar irritação na garota, então evite falar sobre: Conversar sobre religião: A menos que seja da mesma religião da garota, este tema deve ser evitado. Conversar com uma garota de quem você gosta é sempre difícil, mas pelo Facebook pode ser ainda mais complicado. Por sorte, essa rede social é bastante versátil, permitindo que compartilhe fotos, saiba mais sobre os interesses da moça e interaja de forma privada e pública com ela. Evite esse Erros básicos antes de conversar com uma mina no whatsapp: Erro 1 – Demonstrar carência com a menina Significa você ficar enchendo o saco dela toda a hora e não fazer outra coisa da vida ficando só no whatsapp, a mina vai perceber isso e as suas chances com ela vão despencar. Por que isso acontece Cauê? É Simples: nenhuma menina gosta de caras que demonstram carência pois ... Evite esse Erros básicos antes de conversar com uma mina no whatsapp: Erro 1 – Demonstrar carência com a menina. Significa você ficar enchendo o saco dela toda a hora e não fazer outra coisa da vida ficando só no whatsapp, a mina vai perceber isso e as suas chances com ela vão despencar. Pode conversar com o chatbot de ZUERA BR aqui. Pergunte ao ZUERA BR tudo o que quiser. Fale como ZUERA BR online agora mesmo. Émuito interessante e divertido

Jornalismo literário. Será que vira?

2020.09.28 21:13 Samuel_Skrzybski Jornalismo literário. Será que vira?

Oi, amigos :)
Eu sei que esse sub não é exatamente lugar disso. Eu sei também que existem centenas de desabafos realmente sérios aqui e que merecem muito mais a sua atenção do que um mero pedido de feedback – e, aliás, sei também que tem gente aqui que detesta com toda a sua alma quando vem alguém aqui no desabafos fazer a tal "promoção pessoal". Mas não é isso. Eu tenho a mais triste certeza de que nenhum dos meus amigos ia ter o menor interesse e/ou paciência em ler o meu texto para me dar o famoso retorno – não exatamente pela falta do hábito da leitura, mas por me tratarem com uma ausência de seriedade quase que crônica. Então, bom. Acredito que eu tenha o meu espacinho aqui.
Vai, uma breve contextualização: eu faço jornalismo em uma estadual, estou no comecinho do segundo termo e tenho me apaixonado perdidamente pelo new journalism de Truman Capote & Gay Talese. Até aí, ok. Mas nem tudo são flores nessa lua de mel: quem conhece o nicho sabe que é um mercado difícil e extremamente específico, ainda mais aqui no Brasil. Ou seja, para arriscar toda uma carreira no jornalismo literário, não tem jeito: tem que saber fazer. E, é claro. É somente o meu primeiro ensaio no modelo diversional e não está tudo indo às mil maravilhas – longe disso. Mas eu queria muito saber de terceiros se levo jeito. Seria muito convencional ser o meu único crítico agora, nessa fase de protótipos, dizendo em ressonância "Samuel, você escreve muito, cara! Vai nessa que é sucesso" e quebrar a cara no futuro, no mercado, quando o bicho realmente pega. E aí seria, mais uma vez, muito convencional colocar a culpa nos outros. "Vocês não entendem a minha genialidade!". Já vi acontecer muito. Já aconteceu comigo.
Eu sei que a escrita é uma das minhas mais manifestas aptidões – caso não fosse, eu teria apostado as minhas fichas em uma engenharia ou nas ciências biológicas. O que eu quero descobrir é se consigo esqueletar uma narrativa verdadeiramente envolvente com o que eu escrevo. Quem faz ou manja um pouquinho de jornalismo sabe que no hard news o texto é quase que uma fórmula pronta a ser usada: da estrutura do lead, dos critérios de noticiabilidade, da pirâmide invertida, etc, etc etc. Mas para fazer jornalismo diversional é requisito mínimo ter alma de jornalista-escritor, não tem jeito.
Mais um pouco sobre a breve contextualização (risos): o que segue abaixo é um trechinho – a história completa seria uma Bíblia inteira e vocês certamente iam me jogar tomates nos comentários hahahaha – do meu primeiro projeto pessoal no jornalismo literário, que se chama "Do amor e suas amarras". A ideia central é falar acerca de um evento fantástico que tem acontecido comigo recentemente: o amor, de facto, pela primeira vez em meus 20 anos de vida. Uma paixão espalhafatosamente platônica por uma garota – também estudante de jornalismo, alguns semestres na minha frente – que está em um relacionamento sério já há 54 semanas, muito antes das nossas vidas se cruzarem. Mas antes de abordar as minhas primeiras impressões sobre esse sentimento estrambótico, arrasador e abstrato, eu quero passear por algumas histórias específicas que ilustram com fidelidade a personalidade dos quatro membros da minha família, com quem convivo desde sempre – incluindo eu –, de modo que um relato leve a outro até chegar, por fim, no meu amor incondicional e tosco pela menina.
A história condutora deste trechinho é factual, ela de fato aconteceu há cerca de doze ou treze anos no passado – "integralmente real, embora nem tudo seja verdadeiro". Escutei ela inúmeras vezes da minha mãe, a tal Nadia Saldanha – personagem principal da narrativa –, no decorrer da minha vida, sobre como ela "injustamente" foi chutada para fora da Pastoral da Família da tal Igreja de São Miguel Arcanjo.
O que eu quero são sugestões sobre pontos onde eu posso melhorar e críticas – críticas construtivas, pelo amor de Deus!
[Ah, a propósito, de antemão, eu já deixo uma pergunta: eu percebo que, em meus escritos, as frases sempre são exageradamente longas. Às vezes contruo parágrafos inteiros utilizando somente um ou dois pontos finais. Vocês acham que isso atrapalha muito a vida de quem lê? Ao ponto do leitor se perder no meio da frase e tal]
E, em especial, eu quero saber se vocês acham que é plausível para mim visualizar um futuro dentro do jornalismo literário. Não precisa ser uma resenha crítica estruturada, mega sofisticada. Pode ser um só um "Vai fundo, mano!" ou um "Ih, com todo o respeito, acho melhor tentar em outra área!".

p.s.1: Se algum colega jornalista aqui do sub quiser conversar sobre jornalismo literário, eu estou totalmente aberto. O processo de "apuração" e decupagem do jornalismo diversional é MUITO legal.
p.s.2: Eu coloquei nomes alternativos em cada personagem do meu texto. Digo, não somente nos personagens: a Igreja, o nome do bairro, a rodovia, a cidade, todos os elementos foram adaptados. Sei lá, a gente nunca sabe quando vamos ser reconhecidos por essas redes hahahahaha
p.s.3: Eu sei, eu sei, eu sei. O EscritoresBrasil seria o lugar ideal pra esse help. Mas a última thread de lá tem já os seus cinco meses. Eu literalmente iria falar com as paredes.
p.s.4: Perdão pela introdução exageradamente extensa. Eu me emociono!
p.s.5: Boa leitura! :)

***

DO AMOR E SUAS AMARRAS.
Quando se ama, em verdade, muito mais do que se sabe – tem-se a mais pia e categórica certeza. Camões, decerto, não se valeu de qualquer recurso hiperbólico que fosse quando afirmou que amor é fogo. Fogo que arde e não se vê – e depois, onde não se queima, ao menos não no sentido literal e denotativo da palavra.
E quando o fogo consome, não há margem para dúvidas. O calor infernal, a cor alaranjada vivíssima, as cinzas e a fumaça tóxica se espalhando por todos os quatro cantos. Somente um ser inteiramente tresloucado poderia proferir a irrisória frase “Eu acho que minha casa está sendo consumida por chamas!”.
Da mesma forma, quando se ama, não há espaço para achismos.

***

Quando eu tinha uma década e meia de vida, mantendo com rigor ímpar a tradição secular de minha família, passei a praticar ativamente a minha Fé católica. Meu nome, até então tão somente mencionado dentro do universo à parte do catolicismo em meio às intenções da Santa Missa – pela paz, saúde e prosperidade na Fé cristã de Samuel Skrzybski de Almeida Passos e João Vitor de Almeida Passos – ou como uma menção efêmera dos fiéis da Igreja de São Miguel Arcanjo ao falar dos laços familiares de Nadia Saldanha de Almeida Passos – mais precisamente, de seu filho primogênito –, passei a compor, com uma respeitável responsabilidade para com os assuntos celestes à despeito da pouca idade, o corpo de catequistas, de acólitos e de integrantes da Liturgia da Palavra da comunidade, além de me tornar figurinha carimbada nos eventos de caridade, de emancipação da Fé ou de Cura & Libertação promovidos pelo único templo católico do Jardim das Cerejeiras, bairro polarizado entre casarões e barracos, entre verdadeiros palacetes de ricaços que encontravam um simpático refúgio no interior quando o CO2 dos grandes centros sufocavam para além da conta e casebres dos que amargavam na penúria econômica extrema.

***

Nadia Saldanha, mulher baixinha de 40 anos de idade mal vividos, os olhos verde-clarinho, os cabelos loiros, quebradiços e maltratados e a estatura naturalmente retraída, era uma leiga dentro da comunidade Católica Apostólica Romana – no entanto, amplamente conhecida e reconhecida pelos outros fiéis da São Miguel Arcanjo, máxime pelos de longa data. Com pontualidade inexorável, Nadia com frequência chegava na Igreja trinta minutos antes do início da Santa Missa, junto do marido e dos dois filhos, para participar da maçante reza do Terço das Lágrimas de Sangue de Nossa Senhora Rosa Mística e somente deixava as instalações sagradas quinze minutos depois do último Amém do sacerdote, literalmente no apagar das lâmpadas, ajoelhada no genuflexório com os olhos muito bem fechados e com a cabeça ligeiramente encostada no banco da frente em sinal de penitência, na companhia unicamente dos siriris desnorteados pela escuridão e de uma ou outra senhorinha – e do Santíssimo, é claro – entre agradecimentos, lamúrias e pedidos em uma linha direta com o Divino.
Casada há quase vinte ciclos com Samuel Alves Passos, Nadia Saldanha certamente não se mantinha como leiga meramente por vontade própria. Há cerca de dez anos no passado, foi uma das mais dedicadas mulheres a marcar presença na Pastoral da Família da Igreja de São Miguel Arcanjo – ala da comunidade criada e integrada exclusivamente por mulheres que não mediam esforços em uma cruzada enérgica e venerável contra a mortalidade infantil, em especial, em favor das crianças pobres do Jardim das Cerejeiras. De certo, dezenas de meninos e meninas miseráveis não tiveram o seu direito mínimo de viver negado por intervenção da arrecadação constante e distribuição em massa de latas de 400g de leite em pó e da pesagem semanal dos gaiatos nas instalações da Igreja, em um consórcio com o Posto de Saúde Municipal do bairro. Na Pastoral, entre conversas, a sério, necessárias para o alinhamento do grupo de atuação e frívolas rodas de fofoca, Nadia trazia na ponta da língua, sempre afiada, tudo o que os mais reacionários e fundamentalistas membros do catolicismo queriam ouvir, em um momento onde a luta por direitos civis das minorias começavam a efervescer de fato no seio da sociedade brasileira.
– Esses boiolões, filhos do Tinhoso! Não respeitam ninguém! Querem destruir o sonho de Deus, que é a família!
O discurso, com o passar dos anos, não arrefeceu. Ao contrário: os bramidos de Nadia Saldanha se lançavam cada vez mais aos extremos conforme as pautas da bandeira arco-íris emplacavam nas casas legislativas federais, estaduais e, a priori, no debate público. E até mesmo os católicos mais conservadores da Igreja de São Miguel Arcanjo assimilaram o movimento: já não se podia pregar a morte aos degenerados em meio aos sermões clericais sem parecer extravagante demais. Enfim, a ficha caiu: a Idade das Trevas já havia ficado para trás e agora tão só era palpável nos livros de história. Em ambientes privados, como já era de praxe, as irmãs em Cristo de Nadia seguiam proferindo e proliferando as mais inadmissíveis e desumanas manifestações de ódio, imaginando um mundo utópico onde a decapitação de homossexuais fosse via de regra e as mulheres se colocassem em seu devido lugar com roupas mais decentes – estranhamente, ao que parece nenhuma delas teve o insight de mudar-se ao Irã e se converter ao Islão jihadista, para que tivesse os seus mais asquerosos desejos concretizados. Em espaços públicos, entretanto, os discursos terroristas se reduziram a uma antipatia repleta de frases ditas somente até a metade, embebidas em raiva e rancor por detrás. Nadia Saldanha foi na contramão.
– Esses viadões desgraçados! O mundo está perdido mesmo, é o fim dos tempos! Mas o que é deles está guardado por Deus, você pode ter certeza. Não há frescura que um tiro na cabeça ou uma facada nas costas não resolva na hora. Bom samaritano é aquele que adianta o trabalho do Pai e envia as obras do Chifrudo de volta para Ele, onde haverá choro e ranger de dentes!
Foi risível. Foi uma piada pronta. E foi, sobretudo, ridículo. Mas a Igreja Católica, ainda tão intransigível quanto ao seu repúdio e rechaço às bandeiras e às práticas dentro e fora das quatro paredes dos LGBTQI+, viu a urgência de afastar Nadia Saldanha das atividades de caridade eclesiásticas justamente em seu ódio descontrolado pelos integrantes daquela comunidade que tantos outros católicos também odiavam em segredo com todas as suas forças. O pecado, decerto, não era a homofobia. Durante os intermináveis instantes de chilique contra os gays, as lésbicas e “os homens que viram mulher e as mulheres que viram homem” de Nadia nas reuniões de quinta-feira da Pastoral da Família, arranjada em uma salinha 8x8 lúgubre nos fundos das dependências da Igreja de São Miguel Arcanjo, não havia uma sílaba de objeção por parte das colegas de Pastoral de Nadia Saldanha. Longe disso: em cada um de seus discursos travestida de Silas Malafaia ou de Marco Feliciano, Nadia não mais que recebia tímidas concordâncias com a cabeça de sua plateia, carregada de constrangimento por não se sentir no direito de se unir a ela e fazer coro à sua fala doentia. O pecado, com efeito, era escrachar para quem quisesse ver que corridos dois milênios depois de sua fundação sobre a Pedra de São Pedro, a Igreja Católica estava mais arcaica do que nunca e tão intolerante como sempre.
Valentina Martinez era uma mulher de 51 anos que se vestia como se fosse ao menos três décadas mais velha. As saias imensas que iam até os pés estampadas em um florido fosco, os sapatinhos fechados sem cadarço, a jaqueta de couro reles em um tom de marrom esquisito que destoava totalmente dos vários azuis da saia. O cabelo, preso dia e noite, acentuava alguns vários fios brancos no rabo de cavalo. De voz aguda e encolerizante, era praticamente consenso entre cada morador do Jardim das Cerejeiras que tivesse conhecimento da figura que Valentina, muito diferente de Nadia Saldanha – uma de suas companheiras de Fé mais íntimas –, era desmedidamente extrovertida. Era parte da rotina de Valentina Martinez cantar e dançar louvores fora de hora e fazer as mais embaraçosas brincadeiras, por pura e genuína inocência, também fora de hora, afora o irritante e incorrigível hábito de se comunicar quase sempre à distância – o primeiro estridente “OIEEE!” de Valentina podia sair, a plenos pulmões, quando esta estivesse a trinta metros ou mais de seu interlocutor. Esposa já há duas boas décadas de Samuel Rodrigues, o Samuquinha, caminhoneiro que sempre estava em algum lugar entre São Paulo e Santa Catarina, menos em casa, e mãe virtualmente solteira de um rapazinho de onze anos, que tinha o mesmo nome e apelido do pai, Valentina, como toda mulher prendada daquele bairro católico, era uma exímia dona de casa. E foram as curtas conversas corriqueiras sobre afazeres do lar, sobre qual marca de removedor de manchas era mais eficiente para tirar a gordura das camisetas, e o credo na religião católica praticado ao menos três dias por semana dentro da Comunidade São Miguel Arcanjo que cruzaram os caminhos de Valentina Martinez e Nadia Saldanha assim que a primeira chegou ao bairro do extremo norte de Cubatão – o último antes da Rodovia Cônego Rangoni que leva até Santo André, cidade vizinha e mais famosa. E foi trabalho de Valentina, determinado pelo Comitê de Ética da Pastoral da Família, recém-formado para discutir a questão de Nadia e recém-dissolvido porque simplesmente não havia mais utilidade para ele dentro da Pastoral, comunicar Nadia Saldanha de seu “merecido descanso” – termo gentil e criativo que inventaram para cambiar “expulsão sem honras” – de seus ofícios na Pastoral da Família sem aviso prévio, sem chance de reconciliação, sem “choro ou ranger de dentes”.
Era o início de mais uma tarde de segunda-feira tórrida e feia em Cubatão – daquelas sem uma única nuvem no céu, que cegam a vista de quem ouse levantar os olhos. Nadia Saldanha estava dentro da Igreja, no presbitério, lustrando com todo o cuidado e capricho do mundo o Altar Sagrado, que detinha o segundo metro cúbico mais sagrado da Comunidade São Miguel Arcanjo – ficando atrás unicamente do Sacrário, onde Cristo se fazia presente como um vigia infindável. Foi quando Valentina Martinez respirou fundo e partiu para a hora da verdade. Se aproximou lentamente do Altar, sem chamar a atenção de Nadia – e ainda que tivesse se aproximado como era do seu feitio, aos berros, Nadia certamente não teria desviado a sua concentração e foco da tarefa sacra que realizara. Posicionada alguns poucos centímetros atrás do degrauzinho do presbitério, Valentina puxou o único assunto que tinha a mais plena certeza que ia prender integralmente a atenção de Nadia Saldanha.
– Ô, Ná! Você não sabe. Hoje de manhã eu fui levar o Samuquinha na escola e na volta eu me deparei com uma visão do inferno. Primeiro eu achei que era um casal. Olhei, olhei de novo. E aí eu percebi que eram duas meninas, de mãos dadas! E duas meninas tão bonitas, Ná. Ô, judiação!
– É, esse mundo está perdido – respondeu Nadia, sempre falando mais para dentro do que para fora e com um sotaque caipira mais puxado do que a média dos munícipes de Cubatão – O que é certo está errado e o que é errado está certo.
– E até lei elas têm agora, você viu? As sapatões. Se uma puxa o cabelo da outra, taca-lhe Maria da Penha nela! Estão ficando chiques! – Valentina Martinez falava com um sotaque interiorano ainda mais puxado do que a média dos que falavam com o sotaque caipira mais puxado que os demais cubatenses.
– Brasil! – e fez um som em deboche sem abrir a boca – País ateu!
– É Ná, parece que agora a gente vai ter que dar uma colherzinha de chá para elas, né?
– Colherzinha de chá?
– Evitar falar muito. Pode dar problema, você sabe...
O Altar Sagrado já estava mais que lustrado, mas Nadia Saldanha continuava indo com a flanela para lá e para cá no mármore. Depois de dois ou três minutos de silêncio constrangedor, Nadia retorquiu, ríspida, como se tivesse usado o meio tempo para formular a resposta.
– Talvez Deus também tivesse que ter dado uma colherzinha de chá para o Chifrudo no Paraíso...
– Que pecado! Ô, Ná!
– Pecado é querer tratar aberração como se fosse gente como a gente – sempre com um ar de deboche intragável na voz.
– Ná, os tempos são outros, as coisas mudaram – replicou Valentina, com a voz nervosa e atropelando suas próprias palavras na fala – A gente vai ter que aprender a conviver, eles estão ganhando espaço. Contanto que fiquem bem longe de mim e do Samuquinha, por mim está tudo bem.
– Essas Marias-João são a oitava praga do Egito. É a Nova Ordem Mundial, os Illuminatis. Tem dedo dos Senhores do Mundo aí, você pode ter certeza. Agora na Globo sempre tem uma bichinha nas novelas para influenciar os meus filhos a abandonar a família para morar com viadão por aí. Se não cortar o mal pela raiz, eles vão dominar tudo. É isso o que você quer, Valentina? A vinda do anticristo?
– Meu Senhorzinho do Céu que me livre!
– O mundo é o mundo. Casa de Deus é Casa de Deus. Se essas frescuras começarem a entrar aqui dentro da Igreja, eu prefiro comungar com um Ministro em casa.
– Era sobre isso que eu estava conversando com as comadres da Pastoral...
– O quê?
A pergunta desprevenida fez eco em cada um dos cantos da Igreja de São Miguel Arcanjo, do Sacrário à entrada aberta. Valentina já não se via em condições de explicar mais uma sílaba que fosse. Graças à oratória desastrada de Valentina Martinez e também à sua própria personalidade paranoide, Nadia Saldanha havia assimilado em sua mente distorcida que ela estava sendo escorraçada não apenas da Pastoral da Família, mas da São Miguel Arcanjo como um todo. Outrossim, também compreendeu que estava sendo banida não por seu radicalismo exacerbado e nocivo, mas por não ser complacente com a tal Agenda Gay. Mais dois minutos de silêncio constrangedor se seguiram. Até que Nadia, em um movimento rápido e imprevisível, pegou o balde cheio de água suja até a metade que estava manejando na faxina do interior da Igreja e atirou contra Valentina, que somente conseguiu desviar da água e do balde por um reflexo tão improvável que parecia ter sido obra autêntica da Divina Providência.
O que se seguiu foi um cenário manicomial. Nadia Saldanha berrava aos sete ventos, urrava feito um bicho, mas suas palavras e frases não seguiam uma linearidade – parecia ser algo sobre “Deus”, “Chifrudo”, “desgraçados” e “merda” – de modo que se tornava humanamente impossível entender o que Nadia queria dizer, posto que também já não falava – balbuciava fonemas rugindo, como uma criança raivosa em processo de alfabetização ou como se estivesse sob influência direta da Legião dos geraseno. Ademais, qualquer objeto ao alcance de Nadia Saldanha, sagrado ou não, se tornava perigosamente jogável. Galhetas, cálices, âmbulas – felizmente vazias. O arremesso, muitas vezes, era feito à deriva, não necessariamente contra Valentina, entre gritos cada vez mais ardidos, como se pelo simples prazer de quebrar as galhetas feitas em vidro. Os brados bestiais de Nadia, as súplicas desesperadas de Valentina Martinez – “Nadinha! Nadinha!” – e os estilhaços violentos contra o chão atraíram para dentro da Igreja as outras demais integrantes da Pastoral da Família, que estavam em vigília na comunidade naquele começo de semana. Ali, naquela guerra funesta diante do olhar, seguramente, de tristeza e reprovação do Corpo de Cristo no Sacrário e do chão coberto por uma mistura de cacos de vidro, vinho e água, todas as sete mulheres com as camisetas brancas e verde-floresta da Pastoral da Família formaram um círculo em volta do presbitério e, por conseguinte, em volta de Nadia Saldanha, como se estivessem lidando com um animal selvagem indomável, rosnando e prestes a avançar. Quando o animal finalmente avançou, na confusão, entre tapas e empurrões, Benedita, reconhecida pelas mais próximas como Tia Ditinha, a mais corpulenta mulher – quase senhora – de toda a Pastoral, contrariando o seu cognome no diminutivo, conseguiu agarrar Nadia pelas costas, como se estivesse prendendo-a em uma camisa de força, tremendo da cabeça aos pés como se a temperatura ambiente tivesse alcançado números negativos pela primeira vez na história da ardente cidadezinha de Cubatão.
Depois da fatídica e inesquecível segunda-feira no presbitério da Igreja de São Miguel Arcanjo, Nadia Saldanha se afastou completamente da Pastoral da Família, de suas atividades espirituais e, quem sabe, até de si mesma. O ocorrido não se espalhou ao ponto de chegar até todos os ouvidos dos fiéis, mas sem dúvida correu pela Comunidade São Miguel Arcanjo mais do que Nadia gostaria. Nunca mais se avistou ou teve notícias da mulher ou do marido, Samuel Alves. Nunca mais se viu Nadia, em seus pouco mais do que 1,60m, prostrada nos genuflexórios da Igreja após encerrada a Santa Missa de sábado. As línguas velozes dos mais mexeriqueiros chegavam a afirmar, com certo grau de convicção, que ela havia aderido ao protestantismo depois do trágico episódio. A Igreja Evangélica começava a imergir e a ganhar força dentro do Jardim das Cerejeiras, ao construir as suas ainda pequenas assembleias no bairro e ao cooptar alguns fiéis católicos – tanto foi que o Padre Machado, homem de meia-idade e de rosto gordinho e simpático, sacerdote responsável pela São Miguel Arcanjo, já virava todo o seu arsenal de críticas ácidas e de reprovação aos crentes em seus sermões que dividiam a Santa Missa.
– Usurpadores da Fé católica! Estelionatários de quinta categoria! Blasfemadores! Vivem de calúnias e difamações contra a Virgem Maria!
Até que, em um fim de tarde de um sábado de abril, avistou-se finalmente Nadia Saldanha ao pé da entrada da Igreja de São Miguel Arcanjo, cinco minutos antes do rito de entrada da Santa Missa – a mulher nunca mais voltaria a ter o hábito de rezar o terço antes da Celebração – e cinco meses seguidos depois daquela tarde de estilhaços e prejuízos. Estava ao lado do marido extremamente alto, ao menos para ela, e com sua expressão corporal de sempre, que denunciava sem rodeios a sua timidez excessiva e seus sentimentos de inferioridade. Apareceu, além do mais, sem os filhos em seu retorno – queria se certificar primeiro que não haviam trocado a imagem de São José pela de outra mulher ao lado de Maria de Nazaré e que não haviam hasteado uma bandeira violeta, anil, verde, azul, laranja & vermelho no lugar do Círio Pascal.
Nadia Saldanha continuou, afinal, marcando presença nas Celebrações da Igreja de segunda, quarta e sábado, dia do Senhor. Sempre no mesmo lugar, no penúltimo banco de madeira em verniz da fileira direita da Comunidade São Miguel Arcanjo. À direita, os dois filhos, Samuel e João. À esquerda, o esposo, Samuel Alves.

***

Se você chegou até aqui: por favor, bebe um copa d'água cheio, sai pra respirar um pouquinho. Eu sei o quanto a leitura demorou.
Obrigado por ler. De coração! :)
Não é todo dia que se interessam pelos meus escritos hahahaha.
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2020.09.27 08:48 redequest Inveja e tristeza

Olá pessoas do sub, espero que não seja papo de incel mas hoje aconteceu uma coisa que me fez muito mal, me fez sentir inveja. Bom estava em um grupo onde estava acontecendo um jogo de perguntas (eu nunca) metade era mulher entao surgi um cara que começa um papo de que não é feio nem bonito e que segundo as perguntas que eram mais sobre pegação ele dizia que as meninas sempre ficavam atraidas por ele e ele mesmo nao querendo não resistia o papo foi rolando e foi despertando o interesse de todas as mulheres nele apesar dele não ter feito nada errado. Isso desperto uma raiva em mim porque ele me lembrava um amigo que tem varias amizades com mulheres e que tem o mesmo perfil desse cara. Eu fico com raiva mas é sem lógica eles não fazem nada de errado agem naturalmente e sao carismáticos ja eu to tentando mudar quem eu sou por que não consigo mais fazer amizades com ninguém não consigo ser sociável e dói muito ver pessoas como eles, da uma raiva por queria não ser tao carente como sou e ter pessoas interessadas em mim.Nao consigo nem conversar sem ficar nervoso, ja estou muito distante da família será que é possível mudar e ser parecido com eles? Ou aprender a se sentir bem com quem eu sou? E só não quero sentir inveja mas não tenho controle sobre isso, me sinto um fracassado socialmente me sinto mal as vezes quando tenho que interagir com alguem nao consigo responder bem brincadeiras nao sei puxar assunto, nao tenho assunto. Ja tentei tinder, badoo e ja to desistindo as raras vezes que passa do oi eu não consigo manter uma conversa, a culpa é só minha mesmo por não ser perceverante ou ligar demais para o que os outros pensam mas eu tambem sempre to me auto depreciando de alguma forma, acho que ninguém gosta de gente assim.
Mas desculpa pelos erros ou pelas ideia errada eu só queria compartilha isso.
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2020.09.26 03:46 amyciax Me sinto sufocada...

Bom, estou escrevendo pois preciso desabafar e não tenho ninguém e nem confio em alguém. Já faz 1 ano que me sinto inútil, puta, boba etc.. Meu problema é o amor, só me machuca. Tudo começou há exatamente 1 ano e 9 meses, me apaixonei pelo motorista de ônibus que passava perto de onde eu estudava, ele sempre me encarava me retrovisor...Um dia teve um evento na escola em que eu estudava e eu fui falar com ele para perguntar horário e daí começamos a conversar e ficar cada vez mais próximos, o tempo foi passando e eu queria algo a mais, porém nunca comentei nada, uns 6 meses depois eu descobri que ela tinha esposa, quando eu descobri foi um "choque" tão grande e eu chorei muito, mas muito mesmo...Depois disso nunca mais fui a mesma, eu fui me encontrar com ele depois de 1 semana, perguntei a ele sobre sua esposa e ele tentou se explicar de todas ás formas, disse várias coisas fofas, conseguiu me manipular, e eu desculpei ele... Ele me pediu em namoro e eu aceitei, ele era muito ciumento comigo, eu não podia falar de outros meninos, elogiar, conversar com outros meninos que ele já mandava eu me respeitar falava que isso era coisa de puta, várias coisas do gênero e cada vez eu me sentia mal, sufocada por não poder contar dele pros meus amigos/família e magoada por ele querer me controlar e me esconder de quase todos, mas eu não conseguia me afastar dele, sempre que tentava dava errado e eu voltava para ele. Quando foi um tempo depois ele trocou de linha e eu não encontrei mais ele, conversávamos apenas por mensagem, um dia a mulher dele me ligou várias vezes de madrugada e várias mensagens me xingando de tudo que é nome, eu me senti muito pior do que eu já estava, ela me contou que ele disse que eu era só uma rapariga dele, depois ele tentou se explicar para mim e reclamou que eu mandei os print da minha conversa com ele para ela, acreditei nele mais uma vez e lá vou eu de novo, mas para o alivio de algumas pessoas e meu também, eu não fiquei com ele consegui ver a burrice que eu estava fazendo. Com o tempo fui me recuperando, passou 2 meses e eu ainda amava ele, tentei outros caras, mas não rolava. Eu comecei a esquecer ele depois de ter conhecido um menino da barbearia aqui perto onde moro, faz um tempinho que eu conheço ele, mas só tínhamos conversado quando fui cortar o cabelo lá. Começamos a ficar próximos e aí nós ficamos, mas foi muito rápido, ele queria me encontrar na casa dele, mas enrolei ele e nem fui... Quando foi na outra semana, eu desconfiei que ele tinha namorada pq ele se preocupava dms com as pessoas que iria me ver, então eu ignorei esse fato e fui lá para barbearia perguntar se ele tinha namorada, mas quando cheguei lá, perdi a coragem de perguntar, então ficamos dnv no banheiro, ele queria algo a mais, mas não facilitei para ele, depois quando já estava perto das 19hrs, fui embora cheguei em casa e fui pesquisar o instagram dele, e tinha lá na bio dele o @ dela e essa menina eu vi ela pessoalmente uma vez quando fui lá, na hora que vi eu fiquei chocada não acreditei que estava acontecendo tudo dnv, eu entrei em desespero e chorei muitoo, eu acho que eu gosto dele, mas vou tentar de tudo para não cair no papinho dele.. Eu estou tão magoada, pq sempre são pessoas que já estão em relacionamentos? Pq todos os homens só tem segundas intenções comigo? Eu não aguento mais... Pode parecer drama, mas isso me machuca muito e me faz muito mal, eu sou bastante ansiosa e emotiva, acho que isso pode me levar para uma depressão...
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2020.09.26 01:42 Maeve555 Atração por meninas?

Gente, estou desesperada por uma coisa q acontece a 2 meses, eu conheci uma garota lésbica, e desde desse dia eu passei a visitar o perfil dela no insta, pra ver as fotos, mas quando eu ia fazer isso, eu sentia um frio na barriga e meu coração acelerado e eu não gostava de sentir isso. Depois de uns dias passei a mandar msg quase todos os dias pra ela só que ela não me dava bola, até ai tudo bem, só que o meu cérebro sentia uma vontade incontrolável de mandar mensagem pra ela e eu não entendia o pq q a minha mente sentia essa vontade imensa de mandar msg pra ela. Um dia eu pensei q poderia ser essas coisas que sentia por ela, pensei q poderia ser inveja dela (pq ela desenha muito) ou rivalidade feminina, só que depois percebi que não era pq eu não queria o mal dela, mas descartando isso pensei que eu estava Obcecada por ela pq todos os storys que ela postava eu via todos e com o coração acelerado e frio na barriga, cheguei a ficar stalkeando a mãe dela e o perfil dessa menina só pra ver fotos dela, e sempre eu via uma foto dela eu pensava "mano que garota mais linda" Meu corpo ficava quente só de ver as fotos dela, ou quando ela postava um vídeo falando eu pensava " Que voz lindaaaa", ou quando eu conversei com ela e ela finalmente me respondeu, tivemos uma conversa longa e teve um momento q ela me chamou de fofa e meu coração explodiu de felicidade e eu só pensava naquela conversa que tivemos, eu fiquei toda vermelha quando ela me chamou de fofa. A todo momento eu pensava nela, no que ela estava fazendo, ou que queria poder abraçar ela, tocar a pele dela, escutar aquela voz... Eu pensava nela praticamente em todos os lugares. Eu decidi me vestir igual a ela, pensar igual a ela, até tentar desenhar igual a ela, Tudo isso já estava me enlouquecendo e eu queria uma resposta pra tudo aquilo que estava acontecendo com a minha mente quando eu via ela, eu até fiz planos de fazer festa de aniversário só pra poder convidar ela, poder abraçar ela e conversar cm ela. Eu tentava ser a mais perfeita o possível pra ela me notar ou pra poder impressionar ela, as vzs que ela falava que era lésbica, a minha mente pensava "Huuum lésbica né? Vou tentar fazer se apaixonar por mim" "Então me beija sua sapatão" Mas outra parte da minha mente tbm pensava " Não posso pensar essas coisas", e também teve uma vez q meu tio levou ela e meus primos pra praia, ele mostrou as fotos que ele tirou lá com eles, e quando eu vi ela na foto meu coração novamente acelerava, e eu só conseguia ver ela e mais ninguém, e nesse mesmo dia eu sonhei que estava dando um selinho nela e nesse sonho os meus sentimentos por ela estavam bem mais intensos, mas quando acordei eu me reprimi pq eu sempre fui a "heterozona" Pq eu sempre gostei de garotos, sempre beijei garotos , sempre pensei em garotos, pq isso agora?
Depois de todo esse relato, o que vocês acham? Isso foi uma atração ou q eu sou uma maluca invejosa?
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2020.09.26 01:25 Maeve555 Atração por meninas?

Gente, estou desesperada por uma coisa q acontece a 2 meses, eu conheci uma garota lésbica, e desde desse dia eu passei a visitar o perfil dela no insta, pra ver as fotos, mas quando eu ia fazer isso, eu sentia um frio na barriga e meu coração acelerado e eu não gostava de sentir isso. Depois de uns dias passei a mandar msg quase todos os dias pra ela só que ela não me dava bola, até ai tudo bem, só que o meu cérebro sentia uma vontade incontrolável de mandar mensagem pra ela e eu não entendia o pq q a minha mente sentia essa vontade imensa de mandar msg pra ela. Um dia eu pensei q poderia ser essas coisas que sentia por ela, pensei q poderia ser inveja dela (pq ela desenha muito) ou rivalidade feminina, só que depois percebi que não era pq eu não queria o mal dela, mas descartando isso pensei que eu estava Obcecada por ela pq todos os storys que ela postava eu via todos e com o coração acelerado e frio na barriga, cheguei a ficar stalkeando a mãe dela e o perfil dessa menina só pra ver fotos dela, e sempre eu via uma foto dela eu pensava "mano que garota mais linda" Meu corpo ficava quente só de ver as fotos dela, ou quando ela postava um vídeo falando eu pensava " Que voz lindaaaa", ou quando eu conversei com ela e ela finalmente me respondeu, tivemos uma conversa longa e teve um momento q ela me chamou de fofa e meu coração explodiu de felicidade e eu só pensava naquela conversa que tivemos, eu fiquei toda vermelha quando ela me chamou de fofa. A todo momento eu pensava nela, no que ela estava fazendo, ou que queria poder abraçar ela, tocar a pele dela, escutar aquela voz... Eu pensava nela praticamente em todos os lugares. Eu decidi me vestir igual a ela, pensar igual a ela, até tentar desenhar igual a ela, Tudo isso já estava me enlouquecendo e eu queria uma resposta pra tudo aquilo que estava acontecendo com a minha mente quando eu via ela, eu até fiz planos de fazer festa de aniversário só pra poder convidar ela, poder abraçar ela e conversar cm ela. Eu tentava ser a mais perfeita o possível pra ela me notar ou pra poder impressionar ela, as vzs que ela falava que era lésbica, a minha mente pensava "Huuum lésbica né? Vou tentar fazer se apaixonar por mim" "Então me beija sua sapatão" Mas outra parte da minha mente tbm pensava " Não posso pensar essas coisas", e também teve uma vez q meu tio levou ela e meus primos pra praia, ele mostrou as fotos que ele tirou lá com eles, e quando eu vi ela na foto meu coração novamente acelerava, e eu só conseguia ver ela e mais ninguém, e nesse mesmo dia eu sonhei que estava dando um selinho nela e nesse sonho os meus sentimentos por ela estavam bem mais intensos, mas quando acordei eu me reprimi pq eu sempre fui a "heterozona" Pq eu sempre gostei de garotos, sempre beijei garotos , sempre pensei em garotos, pq isso agora?
Depois de todo esse relato, o que vocês acham? Isso foi uma atração ou q eu sou uma maluca invejosa?
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2020.09.25 15:27 Kasvai As amizades enganam,por mais de anos

Apesar de já ter superado a situação,achei que seria legal compartilhar.
Em 2014 (Tinha 9 anos),uma menina veio pra nossa escola,como eramos crianças,todos os meninos achavam ela estranha e tinham medo dela,incluindo eu. Conversava de vez em quando com ela e continuava achando ela estranha. Vou chamar ela de Amanda aqui.
Em 2016,ainda na mesma sala,eu acabo por sentar no assento na frente dela e,por isso,começamos a conversar com frequência,descobri então que ela era alguém super legal,conversamos por muito tempo sobre animes,um hobby que eu estava começando a desenvolver,que ela já tinha desde criança. Conheci vários animes incríveis por conta dela.
Em 2017 nós formamos um grupo de amigos em comum,composto por 7 pessoas,e tivemos 1 ano e meio muito legal juntos,brincavamos,papeavamos sobre como seriamos quando crescer,morar na mesma casa e tals,conversas bobas que,pra mim,tinha muito significado.
Em 2018,o grupo entrou em conflito total,não vou revelar o motivo das discussões,porém envolveu todos,o que acabou nos separando,3 pessoas foram para outras escolas e 1 pessoa foi para outro grupo,sobrando eu,Amanda e uma outra amiga em comum.
Em 2019,nós três eramos o que restava do grupo,mas não se importamos muito,conhecemos uma outra garota que se juntou ao grupo,e selecionou a amiga em comum como a melhor amiga dela,nada demais até aí.
Este ano,os trabalhos eram complicados e exigiam algumas reuniões presenciais dos alunos nas casas ou na escola no contraturno,foi aí que eu conheci a família da Amanda,e percebi que o motivo dela ser tão estranha pra quem não conhece,era ela ser a sombra da irmã dela,tudo que ela fazia,a irmã era melhor,a irmã tinha influenciado ela a assistir animes,percebi que ela sofria por causa disso,e então tentei ajudar. Fizemos prova de admissão em outris colégios juntos,estudavamos juntos,conversavamos quase todo dia,e tudo isso me deu esperanças de que eu estava ajudando.
Amanda,do nada,começou a ficar um pouco possessiva pela nossa amiga em comum,não aceitava que do nada alguém tinha roubado ela,eu pensei que era por conta dos problemas com a irmãe comentei isso com a menina que havia entrado no grupo aquele ano,e ela disse que também percebeu que a Amanda estava ficando possessiva demais,a Amanda começou a me ignorar no colégio e eu não estava entendendo nada daquilo,isso durou umas duas semanas,até que tomei coragem pra confrontar ela e dizer sobre aquilo,então mandei uma mensagem,algo como:
"Você está ficando um pouco paranóica com a amizade das duas,dá um pouco mais de espaço pra elas,você tem outros amigos também,tipo eu ou a *******".
A resposta que eu recebi foi a coisa mais horrível que me aconteceu,foi algo tipo:
"Desde o começo eu odeio sua personalidade,não sei como você pensou que seríamos amigos".
E ficou por isso mesmo,a minha melhor amiga por mais de 3 anos,do nada me manda uma dessa,eu fiquei totalmente sem chão,desolado,lutei tanto por ela simplesmente pra nada,todos aqueles rolês,o cinema,as besteiras,as risadas,ter que ouvir que tudo aquilo era falso e que eu tinha sido feito de bobo foi horrível.
A história acaba no ano novo,quando alguns amigos no qual eu estava passando as férias na praia pegam meu celular e ligam para o número dela,no qual eu fico bastante irritado e desligo a ligação,ela me manda uma mensagem:
"Oi,por que ligou?"
A partir daí nós tivemos nossa última conversa,na qual não quero dar detalhes,e decidimos cortar nossas relações.
Foi alguns meses depois para superar isso,mudei de colégio e conheci novas pessoas,hoje a frase "Não chore por ter acabado,sorria por ter acontecido" é uma das minhas frases favoritas,por mais que,talvez,as risadas delas foram falsas,as minhas foram reais,e eu me diverti muito enquanto durou.
Edit: comi palavras
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2020.09.25 09:45 Garretisnotmydad Sou idiota por "perdoar" o meu amigo que me assediou no 9° ano?

Bem, agora estou no segundo ano do ensino médio, e estudo com esse meu amigo chamado de João (nome fictício). No fim do meu nono ano passei por umas situação constrangedora entre eu e ele. Ele se deu o direito de passar a mão por cima de partes que eu não deixaria nem que se fosse qualquer outra pessoa! Óbvio que fiquei brava, me irritei e faltei o resto das aulas que teria, só por não querer reviver essa situação na minha mente. Naquela época ele gostava de mim, porém não 'aceitava' a idéia de eu gostar só de meninas. As férias se passaram e passei na prova do colégio militar da minha cidade. Escola nova e vida nova, aquele baque de sempre quando se muda pra um ambiente totalmente novo para você. Tava tudo bem até que eu vi ele, no mesmo momento que o vi, eu já relembrei oq tinha acontecido. Mas a bendita santa aqui resolveu deixar tudo para trás, que não iria me fazer bem guardar rancor por muito tempo e pipipopo. Ele era a única pessoa que eu me conhecia naquela escola. Meses se passaram e percebi que ele tinha mudado, antes ele abraçava muito as meninas, algo que ninguém gostava, e hoje dá o devido respeito de espaço pra elas (não fez mais que a obrigação mas ok). Só que o assunto da nossa briga nunca veio a tona. Agora estou no primeiro ano e somos inseparáveis, e sinto que esse assunto está mal resolvido. Estou pensando em conversar sobre isso com ele. Mas só preciso saber, fui idiota por ignorar oq ele fez pra mim no ano retrasado?
EDIT1: Falei com ele hoje. Falei de uma forma resumida oq tá lá em cima, e falei q tava orgulhosa dele por ter evoluído. Ele disse que nn se lembra desse episódio e tá até agr refletindo sobre isso, acho que ele tá mal. Mas mesmo assim, pelo menos soltei oq tinha que soltar, estou mais leve.
Ele disse que ele era um babaca antigamente, mas lembra de nada oq ele fez pra mim. Porém pediu desculpas. "Acho que vou conviver com essa culpa, e aprender com ela".
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2020.09.25 07:32 saoryy Muié macumbeira e a gritaria

Olá luba(tudo bem que eu acho impossível ele estar lendo mas ok )pessoa que está a ler, editores, gatas , falecidos papelões , pekeanu Reeves ou possível convidado
Bom, hoje eu vim contar duas histórias
 primeira história: Muié macumbeira 
Bom é o seguinte. Lá estava minha vó vivendo a vida dela normalmente. Então ela foi conversar com minha tia sobre uma mulher macumbeira, mas o problema é que ela enviou no grupo da família, e o marido da macumbeira estava no grupo , então ele começou a discutir com meu tio ( que xingou de volta :p) bjs era essa a primeira história ;v;
 Segunda história: Fui babaca? 
Seguinte, hoje eu estava em chamada jogando com duas amigas , até que minha amiga perguntou se uma outra menina podia conversar com a gente , e eu disse que sim que não tinha problema. Então fomos jogar among us e a menina que minha amiga chamou começou a gritar por que ela não estava conseguindo entrar na minha sala então eu disse: Para de gritar que ninguém aqui é surdo(obs: ela é daquele tipo de kid tóxica e mimada) eu fui babaca?
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2020.09.24 23:23 sweet_gih Conheci o cara mais chato do mundo

Eu estava no ponto de ônibus indo trampar né,tinha um cara sentado lá me olhando até q ele começou a falar "o dia está bonito né?" E essas paradas. Começamos a conversar e ele perguntou qual a minha idade e se eu estudava,falei q tenho 19 anos e pretendo fazer facul de medicina. Ele me olhou e disse "pretende? Vc vai fazer,além de ganhar muita grana,vc vai orgulhar seus pais" eu apenas falei "não cara,eu pretendo. Não tenho condições ainda pra fazer uma faculdade de medicina,mas eu tenho esperança que eu ainda vou conseguir fazer sim". Fomos conversando até o ônibus chegar,ele era chato demais,ele discordava de tudo q eu falava,se eu falasse "o céu é azul" ele ia falar "azul? O céu é ciano menina". Quando eu achava q ia me livrar dele quando o ônibus estivesse vindo,ele tbm pegou o msm ônibus q o meu. Ele sentou do meu lado e eu já fiquei estressada,ele reclamou até do jeito q eu falo,ele disse "Pra uma futura estudante de medicina,vc fala muita gíria e palavrão",quando ele falou isso eu me irritei e disse "Vai toma no cu! Cara chato do crl!" E fui sentar no fundo do ônibus. Vou começar a ir em outro ponto de ônibus pra não encontrar com ele
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2020.09.24 21:11 BystanderChiasm Me chamaram pra sair pela primeira vez

Não é necessário, mas vou contar a história toda porque achei engraçado.
Ontem eu fui passear no mato aqui perto de casa e resolvi mandar uns snaps pra algumas pessoas (eu não tinha sinal de internet lá), foi legal, cheguei em casa, o Snapchat dizia que tinha um erro e que não foi possível enviar os snaps, então eu apertei em "tentar novamente" umas dez vezes. Até que uma menina me responde com "MEUU QUANTO SNAP"; o aplicativo tinha bugado e enviou as mesmas imagens 20 vezes pras pessoas.
A partir daí o papo desenvolveu, nos demos bastante bem e começamos a conversar sobre o passado. A menina é um ano mais velha que eu e estudou na mesma escola que eu no fundamental, eu, inclusive, comentei que quando eu tava na sétima série eu gostava dela porque achava ela bonita (já que nunca tínhamos nem conversado na vida antes de ontem), ela riu e disse que me achava bonitinho. Eu também não tinha (nem tenho) segundas intenções, mas gostei da conversa então viramos amigos.
Aí hoje estávamos conversando dnv, pipipi popopo, ela perguntou oq eu fazia nos fins de semana, eu falei que geralmente não saio de casa porque sempre acontece desgraça comigo (é história pra outro dia), e ela me convidou pra andar de quadriciclo com ela e a amiga dela (que é nossa amiga em comum). Eu fiquei meio sem jeito porque é a primeira vez que me convidam pra um rolê (com exceção de amigos de infância), disse que não podia (e não posso mesmo) nesse domingo, mas que talvez pudesse no próximo.
Sim, tem toda a questão da pandemia, mas minha cidade tem um número baixíssimo de contaminados e não ficaríamos tão próximos um do outro. Enfim, estou bem feliz porque eu não esperava ganhar uma amizade assim, nem que receberia um convite desses (nunca vi 90% das amizades que fiz pela internet com pessoas que moram na minha cidade).
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2020.09.23 02:23 sifodavodaoku Eu fui um retardado e hoje me sinto extremamente mal com isso

É... No colégio, eu conheci uma garota, ela era incrível, mas naquela época eu era meio podemos dizer que, babaca, diversas vezes eu estraguei ótimas conversas simplesmente por querer ser melhor que todos, eu não sei explicar bem, mas, eu simplesmente me sentia muito bem fazendo aquilo
E é aí que entra a menina citada anteriormente
Em maio daquele ano, eu tinha mudado de casa, eu fui pra um bairro completamente novo, aonde eu não conhecia absolutamente ninguém, na escola eu também não conhecia ninguém, por sorte, eu sabia rimar, e assim consegui me "infiltrar" nos grupinhos que já estavam formados, porque todos ali se conheciam (pelo menos na minha sala), eu formei amizade com quase todos meninos da minha sala, mas pra falar com meninas eu era horroroso, até que, 2 meses depois (ou seja, julho) eu comecei a falar com algumas meninas (isso pode ser meio pejorativo, mas elas eram as mais chatas daquela classe, afinal, começamos de baixo não é mesmo?)
Até que eu conheci ela, todos da sala gostavam dela, e eu admito e todos daquela sala sabem, ela era bem burrinha, mas era muito bonita e "patricinha"
Digamos que absolutamente TODOS daquela sala queriam estar com ela, e eu, não sei se por sorte ou azar, consegui me aproximar muito dela, muito mesmo, eu tinha o número dela e tudo mais, por isso começamos a conversar, muitas vezes de madrugada, naquela época eu usei de desculpa que eu estava com sono (mas espera, usou essa desculpa pra que ocasião?)
Bem, um dia, conversando sobre trabalhos da escola ela me falou que sentia algo por mim, logo eu, jovem emocionado, comecei a me ser um BABACA, comecei a dizer que não gostava dela e nunca tinha sentido nada (isso era, como já explicado, pra eu me sentir melhor que ela, assim meio que pisando nela) quando na verdade, eu já tinha múltiplos planos pra me declarar pra ela kkk
No dia seguinte, ela foi a aula, e eu também, pagando de "bonzão" por ter recusado e "tirado" com a cara da garota mais linda da sala.
Quando eu percebi que tinha sido um babaca, já era meio que tarde demais, ela me bloqueou e me ignorou o resto do ano inteiro, e pior ainda, com, ela um mês depois de tudo, assumiu namoro pra todos da sala, com meu melhor amigo
Eu parei de fazer o que fazia, nós no ano seguinte fizemos as pazes, até cogitamos namorar, mas ela mudou de casa, e desde então nunca mais vi nem falei com ela
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2020.09.22 19:39 zerasoviet Como se preparar para uma conversa que vai pôr fim a um relacionamento que você quer manter?

Ontem eu havia feito um relato aqui sobre um relacionamento que eu tô tendo com uma menina que, apesar de dizer que me ama e ter dito que me quer por perto, acha que só gosta de meninas (pra deixar claro, eu sou um cara). O fato é que eu amo muito ela, como nunca havia amado alguém antes; uma das pessoas mais incríveis que já conheci. Ela tá passando por um processo de confusão e crise por ter que repensar sua sexualidade, mas percebo que as coisas tão se encaminhando para ela compreender que é lésbica e não bi (Ou temporariamente lésbica, explico mais pra frente). O que acontece é que hoje ela disse que a gente precisa conversar, e eu tenho certeza que é pra gente terminar.
Cara, eu imagino como deve ser fudido perceber que sua sexualidade não tá resolvida. Na verdade, nunca tá, né? A gente pode sempre se surpreender. Mas enfim, esses momentos de crise são fodas, e consigo ver que não tá sendo fácil pra ela. Mas algumas coisas me deixam encabulado, talvez pelo fato da gente aprender a conceber as relações pelo filtro do machismo e, consequentemente, não saber lidar direito com a rejeição. Vamos ao ponto, na primeira vez que ela disse que talvez só goste de meninas - que, por sinal, foi há dois dias - ela também me disse que eu não sou o primeiro cara com quem ela passou por isso, e que quando tá com meninos sente falta de meninas e vice-versa. Mas o que fode minha cabeça nisso tudo é que ela já namorou por muito tempo, mais de um ano, com homens, e pelo que sei não teve nesses relacionamentos duradouros a crise da sexualidade; O que me faz pensar: será que ela realmente gosta de mim? Tipo, se fosse um amor de verdade, a sexualidade não seria um coisa tão grande assim, mas posso estar totalmente enganado. Aí surgem aquelas inseguranças de que eu não sou bom o suficiente, de que se eu tivesse feito algo diferente (não sei o quê) não estaríamos nessa situação; como se a cada passo que eu dou perco ela mais e mais, a gente começa a rever e a duvidar de tudo em nós e na nossa capacidade de amar e se fazer amado.
Enfim, ela vem em casa hoje ou amanhã para a gente conversar. E enquanto aguardo minha ansiedade parece que vai me matar. Eu tô fazendo o exercício de me preparar para o pior e entender que esse é o fim de um ciclo na minha vida, mas lá no fundo tem aquela parte da gente que acredita ilusoriamente que tudo vai dar certo, eu queria poder matar essa parte. É triste, a sensação de incapacidade e o vazio que eu tô sentindo é muito grande, tô perdendo a pessoa que mais amei na vida e não posso fazer nada, só sei chorar. Muita confusão e ideia errada na minha cabeça, por mais que eu pense racionalmente que essas coisas tão fora do nosso controle, não consigo entender certas coisas. Até então nosso relacionamento tava ótimo em todos os sentidos (ele só durou 6 meses), e há dois dias ela me fala isso, sem ter dado nenhuma pista antes. Eu sei que essas coisas não vêm do nada na gente, mas ela fez parecer pra mim que sim, como se tivesse tentado manter isso escondido nela. O que me deixa mais frustado e triste ainda, porque ela escondeu de mim que não tava sendo feliz e me fez acreditar que sim.
Dado tudo o que falei acho que não tem uma resposta pra essa pergunta do título, só me resta aguardar. Mas colocar esses pensamentos pra fora já ajuda a gente e muito. Quero aproveitar pra dizer que vocês dessa comunidade São incríveis, uma rede de pessoas se ajudando de uma forma muito linda. É isso, perdão se o desabafo foi prolixo e insosso. Mas lembremos a importância de passar pelo luto e que na vida nada é pra sempre, que as coisas sempre passa e recomeçar é nossa forma de estar no mundo.
Beijos e abraços!
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2020.09.22 16:00 Triiggerr Tente não ser social awkward

Antes de mais nada desculpa pelo termo em inglês. Eu não sei se existe um nome pra isso em português.
Minha história começa ha 3 anos. No final de 2017 meu cachorro morreu e eu era muito apegado a ele e eu fiquei sem rumo e sem motivo pra continuar vivo. Eu só continuei indo pela minha mãe e pelo meu pai senão eu tinha me matado.
Alguns meses desse estado mental de desistência eu já tinha perdido basicamente toda minha habilidade de socializar e interagia basicamente com 3 amigas na minha sala e não conseguia ter um diálogo com mais ninguém direito.
Até que em abril de 2018 eu conheci uma menina e eu conseguia conversar com ela de verdade e eu me apaixonei por ela e a gente começou a namorar. Eu fiz tudo que eu podia e tudo que eu não podia por ela. Gastei Todo o dinheiro que eu tinha, peguei dinheiro emprestado, paguei no crédito sem saber como q eu ia arrumar dinheiro pra pagar o boleto no final do mês, Briguei com meus pais, parei de conversar com uma menina q ela não gostava, fiz coisas que eu não gostava/não queria. Isso tudo ao longo de 2 anos e meio de relacionamento.
Por mim tava tranquilo por que eu amava ela e as outras coisas não eram tão importantes mesmo. Porém além disso tudo eu também parei de interagir muito com meus amigos quando eu não estava na escola por que eu ficava sempre com ela fazia tudo com ela e etc.
A consequência disso foi que atualmente, depois de formado no ensino médio, eu interagia basicamente só com a minha namorada, conversando muito raramente com meus amigos que são um total de 4 pessoas sendo que a pessoa que converso mais fequente eu falo tipo uma vez a cada 15 dias ou algo assim.
Pulando pra sábado passado minha namorada falou comigo que ela me amava apenas em X circunstâncias, que ela não me apoiaria a fazer tudo que eu achasse correto e que eu só era a prioridade dela a não ser que ... (qualquer coisa que ela decidir). Ela já tinha apresentado esse comportamento antes de priorizar outras pessoas e outras coisa a cima de mim mas eu não ligava por que eu amava ela. Isso que ela falou já me fudeu com todas as forças mas eu não fiz nada só fiquei triste e com raiva.
No domingo ela terminou comigo. Falou que não tava dando certo pra ela a um tempo ja e que achava que era a melhor coisa a se fazer.
Agora vem a explicação do titulo. Tente não ser social awkward. Como eu só conversava com ela e não interagia com mais ninguém direito eu estou completamente desorientado. Meus pais e minha irmã tão me dando uma força daora e eu consegui conversar a respeito com uma amiga minha mas eu simplesmente tô abandonado sozinho no mundo. Por que eu vejo as coisas penso as coisas e quero contar pra alguém mas não tem ninguém pra contar por que eu só conseguia conversar mesmo com ela. Ontem eu tive uma crise de ansiedade que durou tipo a tarde inteira por que eu tava completamente perdido no mundo e na minha vida.
Além disso tudo eu não posso fazer nada que eu gosto o que piora tudo infinitamente. Eu sou músico violonista e pianista e sou programador. Porém no último mês eu tenho tido um problema na mão que acredito ser tendinite que toda vez que eu vou tocar ou mexer no computador minha mão começa com uma dor insuportável (Mas já marquei um fisioterapeuta e vou consultar essa semana ainda). Então nesse momento eu tô sem ninguém pra interagir direito e sem poder tocar ou mexer no computador o que piorou tudo.
O que ta me "segurando no lugar" são meus pais, minha irmã, meu cachorro(que veio pra minha casa ano passado) e a amiga que eu consegui conversar. Mesmo assim eu tô tendo crise de ansiedade e começando a chorar do nada e ficando olhando pra parede pensando que que aconteceu e pensando como que o universo gosta de me fuder por que no último ano tudo deu errado pra mim menos o meu namoro e agora o namoro deu errado também.
A moral da história é não pare de interagir com seus amigos em nenhuma situação. Não baseie toda sua sanidade e paz de espírito em uma pessoa por que a gente nunca sabe o que vai acontecer. Eu queria e acreditei que eu ia casar com ela e a gente ia ter filhos e uma família e ficar juntos pra sempre mas o universo tinha outros planos pra gente.
Tente ao máximo não ser social awkward por que isso doi muito e eu espero que mais ninguém tenha que passar pelo que eu passei ontem.
Desculpa pelo texto gigante eu não consegui falar sobre isso com mais ninguém direito e aqui me pareceu um lugar apropriado.
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2020.09.22 15:58 MaduRM Minha melhor amiga só falou comigo por causa de um desafio

Faz uns 3/4 anos que ela me contou isso mas eu não acho que eu aceitei muito bem.
Quando eu tinha uns 5/6 anos e estava entrando em uma escola nova, 1° ano, eu não sei o que aconteceu se eu acabei chegando uma semana depois ou se todos que estavam lá já se conheciam por já estudar no pré na mesma escola.
Eu cheguei e ninguém falou comigo, e não foi por falta de tentativa, o que ocorria é que as crianças me ignoravam.
Comecei a ficar sozinha e eu achei por muito tempo que eles só não queria falabrincar comigo por conta do meu porte físico, sempre fui gordinha.
Até que um dia estavam todos brincando no parquinho e eu estava de fora esperando pela aula sentada em uma mesinha quando uma menina apareceu, vou chamar ela de Mica, a Mica foi super legal comigo, conversou, sentou perto de mim, nos viramos melhores amigas na escola.
O que eu não sabia é que a Mica era amiga da menina "popular" da sala (ninguém é popular aos 6 anos de idade mas ela meio que era a menina que todo mundo beijava os pés), e que a menina popular tinha desafiado a Mica a ir falar comigo aquele dia, a Mica percebeu que eu era uma pessoa legal e continuou minha amiga, sem me contar nada do que havia ocorrido.
Eu sempre tentei ser amiga da menina popular de alguma forma mas ela sempre me tratava mal por um motivo diferente e eu tenho uma caralhada de traumas por conta dessa garota.
Ele sempre jogava na minha cara que eu não ia ser chamada para algum aniversario ou alguma festa do pijama que as meninas iam fazer na sala.
Uma vez estavam todos correndo para os cantos no intervalo, quando eu cheguei na sala a MP disse que estavam correndo de mim.
Isso durou uns 2 anos até entrar uma menina nova na sala, eu e a Mica já tratamos de falar com ela pra aumentar o nosso grupo de amigas kkkk.
Nos três fomos melhores amigas até o 5° ano quando eu mudei de escola.
Mas até quando eu tinha mudado de escola a MP me perseguia ela ficava me mandando mensagem na dm do facebook e eu respondia pq era trouxa.
Quando eu estava no 9° ano e eu ainda mantinha um pouco de contato com a Mica pelo zipzop eu postei algo nos status do tipo "me conta algo sobre quando a gente se conheceu" e foi ai que ela me contou sobre ter sido um desafio, nada mudou com a minha amizade com ela e hoje em dia somos até mais próximas pois estamos estudando na mesma escola só que em salas diferentes.
Isso me abalou um pouco e até hoje eu tenho um pouco de medo de que as pessoas só venham falar comigo de forem desafiadas de alguma forma. Eu até que sou extrovertida e tento conversar com todo mundo.
Essa é a primeira vez que eu falo sobre isso eu acabei não contando pra ninguém e evito tocar no assunto.
Eu espero que a historia não tenha ficado confusa.
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2020.09.22 08:54 humanaaaa Não sou hétero

Bom, eu sou uma menina de 16 anos que precisa desabafar, apenas. Não sei com que propósito, mas contarei aqui a minha "vida amorosa", se é assim pode ser chamada.
Eu me apaixonei sério pela primeira vez quando tinha uns 10 anos, mas eu já tinha gostado de alguns meninos antes. Eu gostava muito de conversar e brincar com ele. Como eu nunca fui uma pessoa muito bonita, ele não gostava de mim e não deu em nada, de boa. Mas um fato que eu acho interessante é que todos falavam que ele era "bichinha" -odeio esses termos-, porque ele era mais afeminado e tal (essa informação será importante mais à frente). Depois de 13 anos gostando apenas de meninos (ou pelos menos achando isso) eu me vi completamente obcecada por uma menina pela primeira vez. Eu fazia de tudo para estar perto dela, para falar com ela, meu coração quase saia pela boca quando eu a via. Eu nunca tinha sentido algo tão intenso por alguém, foi mais forte do que com qualquer menino. Eu já a conhecia desde a infância, mas nunca tive um contato direto. Eu me aproximei muito rápido, sem saber o porquê, e nos tornamos muito amigas. Eu dava sinais de que gostava dela, as vezes até muito escancarados, mas ela sempre respondia bem, retribuia. Lembro que até enviei "i wanna be your girlfriend - girl in red" pra ela, só na """zoeira""" (naquele tempo não era conhecido como hoje). Eu me arrependo de ter feito isso, porque sei que uma hora ou outra essas coisas que fiz e disse servirão para me "desmascarar" e me arrancar do armário, coisa que eu não queria que acontecesse, pois quero me assumir no meu tempo. Mas enfim, acho que ela também gostava de meninas, usava até um icon que tinha a bandeira lgbtq+ em algumas redes sociais, no anonimato. Icon pra quem quiser ver: [icon](https://pin.it/3septKR) Eu não sabia lidar com tudo aquilo e comecei a sentir culpa, então decidi esquecer e agir como se nada tivesse acontecido, me afastei bruscamente. Eu me senti péssima, pois ela enfrentava um quadro bem sério de depressão na época e o que fiz com certeza piorou as coisas. Eu não sabia lidar com os meus sentimentos e nem ela com os meus. Eu fiquei muito mal mesmo, passei a não ter a mínima vontade de ir à escola, não comia, nem banho tomava, cheguei até mesmo a me automutilar. Queria literalmente sumir, não suportava o peso de estar fazendo mal a uma pessoa depressiva e de distoar do que pra mim era o normal (hétero). Mas aí ela mudou de escola, nunca mais nos falamos e tudo jóia, na medida do possível. Até hoje isso não sai da minha cabeça, foi muito mal resolvido. O tempo passou, feridas foram semicuradas e eu comecei a gostar de um menino ano passado. Novamente era afeminado, assim como os outros que eu gostei. Na quarentena isso me faz pensar que, de certa forma, eu penda mais pro lado homo, já que atê os homens que gosto se "assemelham" com pessoas do meu sexo. Não fui correspondida, mas isso é o de menos, porque agora eu vejo que não gostava tanto dele quanto eu tinha gostado da menina. Mas chegamos até o início do ano, quando eu me sentia em paz por estar amando do "jeito certo". Do nada, do n a d a, tenho um crush pesado na minha professora de história kkkk. Foi aí que pensei: "passou de uma, eu realmente não sou hétero". Pelo menos eu não tenho que lidar com vê-la na escola, por causa da pandemia; é mais fácil de superar. Detalhe: pela professora eu senti o frio na barriga que eu não senti pelo menino do ano passado. Vale ressaltar que nesse tempo todo nunca tive experiências práticas com nenhum dos sexos (sou bv e virgem). Sempre que aparece a mínima possibilidade de ficar com alguém (quando tentam me arranjar) eu me esquivo, não tô preparada. 
O meu medo com tudo isso é que ao me assumir bi/lésbica eu fique só. Eu já tenho certeza que a minha família não vai aceitar de primeira. E como só tenho amigas mulheres, receio que parem de andar comigo, ou me de chamar pras coisas. Espero que elas compreendam, sem o apoio dos parentes elas são meu porto seguro.
Este texto não tem nenhum intúito específico, só precisava pôr meu relato em algum lugar, já que nunca contei pra ngm o q eu disse aqui. 
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2020.09.22 08:26 humanaaaa Eu não sou hétero (gatilho)

Bom, eu sou uma menina de 16 anos que precisa desabafar, apenas. Não sei com que propósito, mas contarei aqui a minha "vida amorosa", se é assim pode ser chamada. Eu me apaixonei sério pela primeira vez quando tinha uns 10 anos, mas eu já tinha gostado de alguns meninos antes. Eu gostava muito de conversar e brincar com ele. Como eu nunca fui uma pessoa muito bonita, ele não gostava de mim e não deu em nada. Mas um fato que eu acho interessante é que todos falavam que ele era "bichinha" -odeio esses termos-, porque ele era mais afeminado e tal (essa informação será importante mais à frente). Depois de 13 anos gostando apenas de meninos (ou pelos menos achando isso) eu me vi completamente obcecada por uma menina pela primeira vez. Eu fazia de tudo para estar perto dela, para falar com ela, meu coração quase saia pela boca quando eu a via. Eu nunca tinha sentido algo tão intenso por alguém, foi mais forte do que com qualquer menino. Eu já a conhecia desde a infância, mas nunca tive um contato direto. Eu me aproximei muito rápido, sem saber o porquê, e nos tornamos muito amigas. Eu dava sinais de que gostava dela, as vezes até muito escancarados, mas ela sempre respondia bem, retribuia. Lembro que até enviei "i wanna be your girlfriend - girl in red" pra ela, só na """zoeira""" (naquele tempo não era conhecido como hoje). Eu me arrependo de ter feito isso, porque sei que uma hora ou outra essas coisas que fiz e disse servirão para me "desmascarar" e me arrancar do armário, coisa que eu não queria que acontecesse, pois quero me assumir no meu tempo. Mas enfim, acho que ela também gostava de meninas, usava até um icon que tinha a bandeira lgbtq+ em algumas redes sociais, no anonimato. Icon pra quem quiser ver: [icon](https://pin.it/3septKR) Eu não sabia lidar com tudo aquilo e comecei a sentir culpa, então decidi esquecer e agir como se nada tivesse acontecido, me afastei bruscamente. Eu me senti péssima, pois ela enfrentava um quadro bem sério de depressão na época e o que fiz com certeza piorou as coisas. Eu não sabia lidar com os meus sentimentos e nem ela com os meus. Eu fiquei muito mal mesmo, passei a não ter a mínima vontade de ir à escola, não comia, nem banho tomava, cheguei até mesmo a me automutilar. Queria literalmente sumir, não suportava o peso de estar fazendo mal a uma pessoa depressiva e de distoar do que pra mim era o normal (hétero). Mas aí ela mudou de escola, nunca mais nos falamos e tudo jóia, na medida do possível. Até hoje isso não sai da minha cabeça, foi muito mal resolvido. O tempo passou, feridas foram semicuradas e eu comecei a gostar de um menino ano passado. Novamente era afeminado, assim como os outros que eu gostei. Na quarentena isso me faz pensar que, de certa forma, eu penda mais pro lado homo, já que atê os homens que gosto se "assemelham" com pessoas do meu sexo. Não fui correspondida, mas isso é o de menos, porque agora eu vejo que não gostava tanto dele quanto eu tinha gostado da menina. Mas chegamos até o início do ano, quando eu me sentia em paz por estar amando do "jeito certo". Do nada, do n a d a, tenho um crush pesado na minha professora de história kkkk. Foi aí que pensei: "passou de uma, eu realmente não sou hétero". Pelo menos eu não tenho que lidar com vê-la na escola, por causa da pandemia; é mais fácil de superar. Detalhe: pela professora eu senti o frio na barriga que eu não senti pelo menino do ano passado. Vale ressaltar que nesse tempo todo nunca tive experiências práticas com nenhum dos sexos (sou bv e virgem). Sempre que aparece a mínima possibilidade de ficar com alguém (quando tentam me arranjar) eu me esquivo, não tô preparada. 
O meu medo com tudo isso é que ao me assumir bi/lésbica eu fique só. Eu já tenho certeza que a minha família não vai aceitar de primeira. E como só tenho amigas mulheres, receio que parem de andar comigo, ou me de chamar pras coisas. Espero que elas compreendam, sem o apoio dos parentes elas são meu porto seguro.
Este texto não tem nenhum intúito específico, só precisava pôr meu relato em algum lugar, já que nunca contei pra ngm o q eu disse aqui. 
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2020.09.22 00:17 maurocaa Não consigo me importar com ninguém

oi, tenho 18 anos. Sempre fui uma pessoa que os outros normalmente gostam de ter por perto, muitas pessoas me chamam pra sair, pra esse tipo de coisa e parecem se importar comigo, no entanto, de uns tempos pra cá o meu número de amigos tem caído, e parece que sempre que eu eu faço uma amizade sólida, o destino prega uma peça em mim e algo da errado, por exemplo, eu tinha um grupo de 3 amigos na faculdade, era demais, as resenhas eram do caralho, os rolês também etc, mas os 3 saíram do curso no final do primeiro semestre, dois mudaram de curso e o outro de estado, enfim, vamos ao problema em si.

Eu comecei a perceber que eu tinha dificuldade de me importar com os outros quando eu tava saindo com uma menina, no primeiro mês foi tudo incrivelmente bem, as nossas saídas eram incríveis, o sexo maravilhoso, as conversas ótimas e tudo mais. No entanto, ela sofre de depressão e ansiedade, toma remédio e tudo, e aconteceu que em um certo dia, ela tava tendo uma crise de ansiedade e eu fiquei em choque, eu não sabia o que fazer. Eu simplesmente travei, não conseguia falar nada, e isso acabou comigo falando coisas do tipo: "você quer que eu faça algo pra você" e etc mas isso parecia não surtir efeito algum.

E a partir desse ponto, as crises começaram a ficar mais e mais frequentes, no entanto, eu no fundo não parecia me importar, mesmo eu querendo ajudar ela, não sei se porque eu não sabia o que eu deveria fazer ou se eu realmente não me importava mesmo, mas a cada crise que ela tinha eu parecia mais e mais não me importar. E eu considerava que eu amava ela, ou pelo menos achava que amava. Eu fazia de tudo para sair com ela, considerando que na época eu não trabalhava, meus pais nunca me deram muito dinheiro e ela morava relativamente longe de mim, mas mesmo assim eu sempre tentei de tudo e dava meu jeito, eu sentia ciúmes e imaginava um bom futuro com ela (mesmo a gente não tendo nada sério).

Resumindo, depois de muitas brigas, idas e vindas, em um dia qualquer quando eu achava que estava tudo bem entre nós, ela me chamou no WhatsApp e começou a falar que eu não me importava com ninguém, que eu não tinha nenhum amigo verdadeiro, que eu era um monstro, que ela fazia de tudo por mim (e realmente, ela sempre me ajudou com as coisas, com meus problemas etc) mas que eu nunca fazia nada por ela e paramos de nos falar de vez.

Depois disso eu comecei a pensar e analisar os meus relacionamentos e comecei a ver o quanto eu cagava pros outros, o quanto eu não conseguia fazer nada perante os problemas das pessoas e como todo mundo sempre me ajudou quando eu tava na merda, e isso tem me deixado muito mal e triste, a ponto de eu ter medo de começar novos relacionamentos seja de amizades ou amorosos por conta disso, porque eu sempre acho que eu vou estragar tudo pelo meu jeito.

Eu realmente quero me importar, quero conseguir ajudar alguém que está triste ou algo assim, da mesma maneira que sempre me ajudaram, mas eu não consigo. Não sinto tristeza pelos outros, ou felicidade também, só consigo pensar em mim. Eu não me considero uma pessoa ruim, mas depois do que ela disse aquelas palavras não saem da minha cabeça, porque eu já fiz ela chorar, ficar triste e outras coisas mas ela sempre esteve ali pra mim, até a gota d'agua acontecer.

E não é a primeira vez que algo assim acontece, parece que sempre que eu tento me relacionar com alguém algo da errado, não sei se isso é tudo uma grande trollagem da vida, mas já teve caso de menina querendo se matar porque tinha ficado comigo, de gente que quase fugiu de casa porque tava saindo comigo, enfim, eu pareço que estrago tudo em que toco.

Mais recentemente, eu comecei a conversar com uma gatinha que eu conheci em uma entrevista de trampo, ela é tão gente boa e parece gostar de falar comigo, mas quando recebemos o resultado da entrevista, na qual eu fui aprovado e ela não, eu só consegui ficar triste pelo fato de que ia ser mais difícil de ter um contato diário com ela, e não pelo fato de que ela precisava muito do emprego, talvez mais do que eu. E agora eu fico com tanto medo de conversar com ela e estragar tudo pelo fato de que eu sei lá, sou eu. Tanto que fiquei uns 5 meses sem falar com ela, e mesmo assim quando eu postei uma foto ela foi lá, comentou e desde então vem puxando assunto comigo direto, e eu me sinto mal porque eu não consigo e nem tenho vontade de iniciar uma conversa com ela, e sinto que isso no fundo vai acabar desgastando a nossa relação, assim como aconteceu com todas as outras pessoas. E olha que essa eu também imagino um futuro, tenho ciúmes e tal, mas eu não consigo fazer nada.

Enfim, esse foi meu desabafo, não se se isso tem haver com alguma insegurança minha (tenho inúmeras, principalmente relacionadas a minha altura e pelo fato de que eu acho que vou ser trocado por alguém mais alto do que eu a qualquer momento, tenho 1.68m) e isso fez com que eu construisse essa barreira ou sei lá o que, mas eu só quero ser normal, me importar com os outros, assim como eu era quando criança. Lembro que minha mãe sempre pedia conselhos para mim, e eu sempre conseguia resolver os problemas dela. Hoje em dia quando ela vem com algum problema parece que sempre eu entrego a solução mais genérica possível ou faço alguma graça, tanto que ela sempre fala que quando eu era menor eu era o melhor conselheiro do mundo, e hoje em dia não.

Desculpa o post longo, sei lá, desabafei.
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2020.09.22 00:15 zerasoviet Ela disse que me ama mas acho que só gosta estritamente de meninas

Correção do título: é "acha", e não "acho"
Olá! Essa é minha primeira vez fazendo um relato no Reddit, peço perdão se o texto ficar confuso e prolixo. Afinal a situação toda tá confusa pra mim também.
Eu estou ficando com uma moça desde março desse ano. Na verdade, quando nos conhecemos, ficamos pouco tempo juntos presencialmente, pois eu tive que ir para a casa dos meus pais no interior nesse contexto de pandemia e isolamento; já que a faculdade paralisou as atividades etc. Ficamos 5 meses afastados conversando praticamente todos os dias, e mesmo longe um do outro criamos uma conexão muito forte e eu me apaixonei completamente por ela. E o melhor de tudo nesse ponto é que foi recíproco, a primeira vez que a gente disse que se ama foi pelo whatsapp haha. Pois bem, na primeira semana de agosto eu voltei temporiamente pra cidade onde moro, exclusivamente por ela. Estávamos totalmente desolados com o fato de que provavelmente só iríamos nos ver em 2021, e sabe-se lá em qual mês. Então conversamos e planejamos minha vinda pra cá com o mínimo de riscos, pensando na redução de danos nessa furada de quarentena; eu moro só e ela mora a 10 min a pé daqui. E desde então foi tudo maravilhoso, passamos esses dois meses juntos matando toda a saudade, e nosso relacionamento estava ótimo em todos os sentidos, eu já considerava confiante que a gente tinha tacitamente começado a namorar.
No entanto, ontem meu mundo desmoronou. Já na hora de ir pra casa, pois tinha que resolver coisas do trabalho, ela disse que me ama, mas acha que gosta estritamente só de meninas. Até então ela achava que era bi, e jurava que isso tava bem resolvido nela. E o mais foda disso pra mim é que ela já namorou por mais de um ano com dois caras. E por mais que eu saiba que isso não tem a ver diretamente comigo, tendo a ficar paranóico com o fato de ter sido na minha vez que ela se tocou de que não gosta de caras. Eu cheguei a dizer isso pra ela, e o que ela respondeu foi que já falou isso pra outro cara, e que quando tá com meninos sente falta das meninas e quando tá com meninas sente falta dos meninos. Ela aparentemente tá bem confusa e frustrada com tudo isso, mas tô com muitas pulgas atrás da orelha. Tipo, como alguém pode amar você mas pelo jeito não sente atração pelo seu gênero ou meio que se cansou temporariamente do seu gênero??? Nesse mesmo dia a gente chorou, eu só consegui dizer pra ela poucas frases, que queria que ela ficasse bem e se resolvesse e que ia doer em mim pra passar mas que passaria. Tempos depois de lágrimas sem nos olharmos e tocarmos, ela veio até mim e me abraçou, a gente deitou abraçados e nos beijamos. Ela disse que não quer ficar longe de mim. Acabou dormindo aqui, dormimos abraçados e hoje de manhã eu cheguei a fazer sexo oral e ela teve um orgasmo. Mas tem uma coisa muito estranha e quebrada entre a gente agora. Eu tô totalmente confuso, sem saber o que fazer, e isso se intensifica porque ela tá me dando informações que acho serem contraditórias entre si. Me pergunto se ela diz que me ama só por dizer, sem ser de verdade. Também me pergunto se ela só me quer por perto pra servir de muleta emocional dela, ou me deixar em stand by enquanto se decide. E olha, eu consigo imaginar o quanto é difícil pra alguém passar por uma crise com sua sexualidade, mas eu não tenho condições nenhuma de ajudar ela, e nem de ser amigo dela. Eu tô quebrado e frustrado.
Provavelmente volto pro interior na semana que vem, e acredito que não vamos nos falar mais. Eu não sei se ela quer conversar comigo mais sobre isso, ela não é do tipo que se abre assim. Mas eu vou tentar uma conversa final pra gente resolver tudo isso.
Enfim, perdão pelo relato longo, mas me sinto um pouco melhor só de ter colocado isso pra fora.
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2020.09.20 19:21 mulheraranha amizades egoístas e autocentradas, não seja esse tipo de pessoa

conheci uma menina nos rocks que vou tem uns 3, 4 anos, a gente sempre frequentava os eventos e neles a gente bebia juntas e curtia, só que era coisa só de quando nos víamos mesmo
no início desse ano a gente puxou assunto uma com a outra e engatamos e vários desabafos e conselhos, acabou que a gente conversa diariamente desde então, no início eu amava o fato dela ser uma pessoa que fala muito, que gosta de conversar, mandar áudio, pq se me der confiança eu falo bastante também... só que tem uns tempos que eu to percebendo que nossas conversas são só sobre ela, sobre os problemas dela, sobre macho que ela pega, trabalho, suposta ansiedade e depressão. acaba que conversa vai conversa vem ela manda tipo 5 áudios seguidos de 2 min cada só falando sobre ela e vez ou outra pergunta "ah e vc amiga ta bem?" eu respondo umas coisinhas ela ignora e continua falando dela
eu fico extremamente frustrada pq eu gostava muito da amizade que a gente tava construindo, só que agora por conta disso eu criei certo rancor e não to conseguindo levar as coisas que ela fala a sério, eu respondo, aconselho, sempre to disponível pra escutar os trocentos áudios dela pq eu sou bem trouxa, mas cansei
sem contar que percebi que ela fala mal de todos os amigos que ela tem, fala muito mal depois ta postando foto junto, fico com receio dela falar mal de mim tbm pros amigos pq eu ja confiei uns segredos p ela por ser boca aberta
sou fraca demais pra dar um basta nisso e me sinto extremamente mal
é esse o desabafo obrigada por ler.
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2020.09.20 19:12 agente_infiltrado Talarica de plantão

(Antes de tudo, essa história n é minha, mas eu tenho permissão para postar, e ela vai ser escrita pela minha amiga q presenciou tudo.)
Olá Luba, Luna, Luno, editores, gatas, turma e possível convidado, irei contar algumas histórias q aconteceram, todas envolvendo a "Raynara" a maior talarica q já vi, então vamos lá.
-Um dia, Carlala se apaixonou por Carlolo (desculpe a falta de criatividade), eles começaram a se aproximar, e chegaram a conclusão de q os 2 estavam apaixonados, quando estavam quase namorando, Raynara descobriu repentinamente q estava apaixonada por Carlolo, apesar de nunca terem se falado (o amor é lindo 😭❤), ela começou a conversar com Carlolo, ela falava coisas pra ele (ninguém além deles sabe o q era mas sabemos q coisa boa n era), ela ficava se exibindo pra ele, fazia chamadas de madrugada e tals, Carlala descobriu o "caso" deles, o garoto disse q n queria mais nada com a Carlala, então Raynara e ele começaram a namorar, no recreio eles ficavam conversando, se beijando, ela sentava no colo dele, rebolava... Depois de 2 semanas terminaram.
-Outra vez, Monalisa GRANDE AMIGA de Raynara começou a gostar de Anlelé, sua paixão aumentava a cada dia, a talarica então, resolveu humilhar Monalisa todo dia, fazendo ela se sentir um lixo, q n merecia Anlelé. Seu amor foi diminuindo, então Raynara foi se aproximando de Anlelé, toda chance q ela tinha de mostrar os peitos e a bunda pra ele, ela mostrava, mas ele n deu moral pra ela, sempre tentava afastar ela. Raynara diz q namorou com ele, mas nada indica isso.
-Anabele, uma manipuladora, mentirosa, entre outras coisa, é amiga de Raynara, e ela sempre foi extremamente apaixonada por Feijoao, desde q viu ele pela primeira vez, ele também é apaixonado por Anabele. Raynara, só de ouvir sua amiga falar de Feijoao já se apaixonou, mas ele e Anabele só se conheceram pq participam de um grupo de teatro, então Raynara fez o q? EXATAMENTE, ela começou a fazer teatro só pra fazer uma talaricagem, ela conseguiu, começou a namorar Feijoao, porém, se lembram q Anabele n é flor q se olhe? (Eu sei q o correto é "flor q se CHEIRE", mas ela N É FLOR Q SE OLHE E PONTO FINAL!), ela convenceu Feijoao a iludir Raynara, ela caiu q nem patinho. Raynara descobriu, e agora fica se vangloriando pra Anabele q pelo menos eles namoraram, se beijaram e tals.
-Em meados de 2014, Polly começou a gostar do Meia, n rolou nada entre eles, e ela deixou de goxtar dele, em 2015, Raynara começou a frequentar a msm escola q Polly, elas viraram amigas, e de alguma forma Raynara ficou sabendo q Polly "estava" apaixonada por Meia (contaram a fofoca direitinho 👌), em menos de 3 semanas Raynara começou a namorar com Meia, era um relacionamento estranho, eles conversavam pelo WhatsApp como um casal, mas na escola ela ficava evitando ele é tals, mas n era pq ela tinha vergonha de descobrirem q eles namoravam, na vdd ela queria deixar claro pra toda a escola q eles estavam juntos (¿¿¿), e quase toda semana Raynara perguntava pra Polly se ela estava gostando do Meia, a amiga dizia q não, e Raynara apresentava ficar trixti com isso, então ficava dizendo pra Polly q Meia era incrível, era a melhor pessoa do mundo e Blá-blá-blá. Após TRÊS anos de namoro, o relacionamento deles ia de mal a pior, toda semana eles terminavam e voltavam. Em um dos raros dias em q eles n estavam separados, Raynara, Polly e outra garota estavam fazendo um trabalho escolar, Raynara começou com um papo estranho sobre o seu namoro, até q Polly disse q n gostava do namorado da "amiga", Raynara com uma cara de decepciona e indignada começou a questionar ela sobre isso:
"Como assim vc n gosta dele?!"
"É sério isso?!"
"Vc n tá apaixonada por ele?!"
"Vc n acha ele bonito?"
"Como assim vc n quer ficar com ele?!"
Polly disse de novo q n, q n queria ficar com o namorado de Raynara, a talarica continuou com cara de decepcionada, ficou claramente triste, e ficou com cara de choro (???), a outra garota começou a consolar Raynara, dizendo coisas bizarras, como "ain, eu n penso isso", "eu nunca falei isso aí", e outras coisas, deixando claro q ela pegaria o namorado da amiga, cês tão ligado q pra CONSOLAR A AMIGA ELA DISSE Q FICARIA COM O NAMORADO DELA, e pra piorar, isso funcionou como consolo, uns 3/4 dias depois, Polly viu Raynara super feliz, ela se aproximou e Raynara disse toda alegre q havia terminado definitivamente com o Meia, no meio do papo, ela percebeu q "precisava" fingir estar trite, então fez cara de pobre coitada desolada, mas qualquer um percebia q era mentira. Depois de uns tempos Polly e outras amigas dela chegaram a conclusão de q Raynara só estava com o Meia pq ela "descobriu" q Polly era "completamente apaixonada" pelo garoto.
-Essas são as histórias mais interessantes, o resto (q eu fiquei sabendo) são simplesmente ela ficando com o chush da "amiga" msm.
Edit: Um fato (talvez) importante, um ano a Raynara começou a namorar um garoto mais novo, e as turmas estavam participando de uma gincana, o namorado dela começou a postar fotos do time (turma) dele, fotos com todo mundo, realizando atividades, fotos com amigos... e uma dessas fotos era com a amiga dele (Carls), quando a Raynara viu aquela foto ela começou a surtar, fazer escândalo, chorar desesperadamente, e dizer q a guria era uma talarica e ia ficar com o garoto. (Ela disse isso pq a menina tinha ficado com o crush da colega dela, essa colega nem conhecia a Carls)
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2020.09.19 18:57 lewminous21 Acho que meu melhor amigo é gay ou bi, mas nunca vai se assumir

Conheço meu melhor amigo desde os 16 (hoje 21).Ele é muito tímido, tem autoestima baixa, nem tem foto de perfil em redes sociais, não gosta de tirar foto, nunca namorou, é virgem, é da igreja. Eu sou gay e sempre fui apaixonado por ele, mas só falei pra ele faz um ano. Nesse dia ele disse "Talvez eu goste de meninos...não,não!" e eu fiquei pensando que nenhum hétero diria isso.
Depois desse dia eu fiquei pensando em outras coisas que ele disse ao longo dos anos, e queria saber a opinião de outras pessoas. Por favor, não achem que estou exagerando e pegando falas esparsas no tempo pra me iludir -ele realmente não fala muito da vida dele e eu tendo a lembrar quando ele fala (só nos vemos pessoalmente quando eu volto de férias pra cidade onde estudamos juntos, a cada seis meses e é geralmente nesses momentos que ele fala alguma coisa)-pq eu não faço questão que ele fique comigo, só quero que ele seja feliz.
Então vamos aos indícios:
aos 17: não sei se gosto de menina, sei que não gosto de menino.
Não gosta de menina e provavelmente tá negando que gosta de meninos pq foi a opção que sobrou e não dá pra aceitar.
-Só tinha amiga menina praticamente até eu chegar na escola.
-Sempre quer saber da minha vida amorosa, n tem nenhuma aversão a gays.
Aos 19: em uma conversa por wpp sobre religião e sentido da vida sem Deus, eu disse que não importa muito, pq mesmo se o paraíso existir, eu não vou pois sou gay. Ele chorou tanto que a cabeça doeu e pediu pra parar de conversar. Eu disse que não sabia o que dizer e ele respondeu que não foi por causa de mim que ele chorou (realmente acredito que ele não choraria por mim, pq ele não é muito sensível).
OBS: Ele mora com o pai, que tbm é da igreja e extremamente homofóbico e superprotetor.
É isso, o que vocês acham?
Edit: quando eu disse "Assumir" no título, quis dizertambém que nunca vai se descobriaceitar. Nunca vai praticar a sexualidade, seja ela qual for. É isso.
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2020.09.19 03:12 MoriSann O dia que eu engravidei minha amiga com apenas 9 anos

Olá Luba,editores,gatas e turma que estão a ver
Quando eu estava na 4ª série eu era muito amiga de uma garota que era da minha sala,digamos que seu nome era Raynara,ela sentava ao meu lado em outra fileira de mesas por isso conversávamos muito
A mãe de Raynara era amiga da minha falecida avózinha, e como eu ficava o dia todo com ela pq minha mãe trabalhava o dia todo a mãe de Raynara a levava a minha casa para brincarmos juntas enquanto elas conversavam..
Um dia, eu e Raynara estávamos brincando no quarto com aquelas peças grandes e coloridas de montar sabe?tipo Lego enfim.. eu estava muito empenhada em montar algo extraordinário com aquelas peças mas Raynara não parecia tão animado o quanto eu estava, ela ficava me encarando, era desconfortável. Enquanto eu montava um avião Raynara me pergunta "-Posso te dar um beijo?"
Não lembro o que exatamente eu disse mas tudo indica que eu aceitei considerado o fato de que ela me deu um beijinho no canto da minha boca, depois que ela me beijou a mãe de Raynara grita lá de fora que elas iriam ir embora agora, eu levantei o meu rosto e Raynara me deu outro beijo, dessa vez na boca, depois ela foi embora
Na aula do dia seguinte Raynara e eu fizemos dupla para fazer um trabalho de escola, eu agi normalmente já Raynara insistia em perguntar se eu lembrava o que havia acontecido ontem..
No recreio Raynara e eu nos separamos, eu gostava de jogar bola ou ficar com meu amigo no recreio. Estava tudo normal até que em algum momento ouvi pessoas comentando coisas como "Sabiam que a Raynara tá grávida?" "A Raynara vai ter um bebê!". A escola inteira estava comentando sobre a gravidez de Raynara, eu não me importei já que não era a primeira vez que as pessoas espalhavam boatos não só sobre Raynara mas também sobre qualquer um que eles quisessem tirar sarro.
O recreio acabou e eu voltei pra minha sala, Raynara estava sentada chorando em sua mesa, como eu sempre enrola e só entrava na sala depois que a professora chegasse eu só consegui ver a professora levando Raynara para a diretoria, depois de alguns minutos Raynara leva a professora e a diretora para algumas salas, ela retorna pra nossa sala agora com alguns meninos e meninas de salas e anos diferentes, a diretora fez com que todos os causadores dos boatos se desculpassem na frente da sala inteira, depois de alguns minutos vendo aquelas pessoas levando um looooongo sermão da diretora a aula continua e todos agem normalmente.
Na hora de ir embora optei em voltar por um caminho mais longo e calma, que por acaso do destino era na rua onde Raynara morava, eu a vi sentada na calçada a alguns metros da sua casa, ela parecia chateada então fui conversar com ela
-Raynara? Você tá bem? -Você vai ser o pai! -O que? -Eu sou a mãe então você tem que ser o pai -A diretora falou pra você parar de dar ideia para o que aqueles meninos falam -Mas eu estou grávida,eu sinto o bebê na minha barriga! -Isso é sério? -Sim!Aqui coloca a mão na minha barriga
Raynara pega minha mão e coloca na barriga dela. Eu podia jurar que algo se mexeu na barriga dela, talvez só era coisa da minha cabeça pois eu estava em pânico.
Eu vou ser pai? Eu vou ter barba?! Pensamentos como esses pairavam sobre minha mente enquanto Raynara falava coisas sobre comprar uma casa e usar terno e gravata
-Eu não vou ser pai -Claro que vai,eu já sou a mãe -VOCÊ QUE ME BEIJOU E CULPA É SUA!!
Depois que eu gritei percebi qua algumas pessoas olhavam pra gente e depois continuavam o que estavam fazendo, eramos apenas duas crianças gritando coisas sobre mamãe e papai na rua, na certa pensaram que estávamos brincando de casinha ou algo assim
-Eu vou contar pra minha mãe que você não quer ser o pai
Ela correu pra sua casa e eu corri pra minha com medo da mãe de Raynara aparecer na minha casa e dizer que eu teria que me casar
No dia seguinte fui pra escola e Raynara agia como se nada tivesse acontecido, nenhuma de nós tocou do assunto. Não sei o que Raynara disse pra mãe ou se ela disse alguma coisa a única coisa que sei é que nem Raynara ou sua mãe foram na minha casa novamente
Hoje estou com 15 anos e não tenho contato com a Raynara a talvez 3 anos, não sei se isso tem alguma relação com Raynara mas me assumi lésbica esse ano para minha mãe, tá sendo um pouco complicado mas quem disse que seria fácil neah? Enfim espero que tenham gostado bjus pra qm quiser 2<3
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